domingo, 21 de fevereiro de 2010

Historieta

Imagem:Poesianaredevic
Mata, sentir o cheiro desta mata
Verde, tapete que se estende na imensidão
Nesta fazenda,o dia passa devagarinho,
Abres a janela para receber !

Presente do Pai celebrado com moda de viola
Pega a caneca,amola a faca e parte o pão
Teu rosto marcado pelo sol revela a vitória pelo esforço
Na tapera, poucos minutos de comunhão

Despede dos filhos com um olhar
Passa a revista a bainha do facão
O chapéu,lantana nativa junto ao arame farpado
Verso engastado, porteira aberta aos sonhos do matuto

A lavoura, tua morada
A terra, um travesseiro de plumas
Limpa, arranca o mato,cava profundas valas
Semeia propósitos e aduba vida

Carambola, goiaba, pitanga,siriguela
Rotina rural é tua tira de quadrinhos coloridos
Pintura do Todo-Poderoso em circunstância tropical
O clichê perde passagem, cede a vez a maestria do Ora pois assunta

Preguntas,essas linha é dificí?Ou é causo de Dotô?
A resposta é bem simples
Não tem disse me disse , nem aviamentos
Preciso aprender contigo a beleza natural dos sentimentos

Teu dialeto, ensina a abrir mão da norma culta
Texto em verso é tua lida
Métrica aprimorada na enxada
Redondilha escrita por cavador

Feriado, sombra e tempo bom
Por meio de um forasteiro em terra prometida,
A poesia segue a lavrar, faz sulcos,rega a semântica,
Permite ao traço da caneta, ser o baço do poeta.

Kaf/Laranjeira-VIC//2010

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