terça-feira, 3 de novembro de 2009

Poesia de Camilo de Jesus Lima



Viola Quebrada

"Da viola pra muié
É pequena a deferença.
Ancê óia, escuta e pensa.
Eu juro, esta fala é franca:
A viola tem cabelo
Nas dez corda qui ela tem.
Tale quale uma muié,
Ela tem braço também
E tem cintura e tem anca.
A viola faz chorá
E chora a hora qui qué.
Tale quale uma muié,
Derrete toda na mão
Da pessôa qui qué bem.
Só inziste duas cousa
Qui ela tem e muié não:
É qui a viola de pinho
Tem alma e tem coração… "

Post@gem Alusiva a Semana Comemorativa

Um comentário:

  1. Um cordel em homenagem a Salomão
    Poeta Raimundo Nonato

    Se a vida é de historia
    Todo mundo historia tem
    Teve historia o que passou
    Vai ter historia o que vem
    Viver também é uma arte
    É a historia faz parte
    Da vida ou morte de alguém

    Sabemos que a historia
    É ela a biografia
    Cultura e vida de um povo
    Que aqui passou um dia
    Muita historia passadas
    Hoje anda de mãos dadas
    Com a arqueologia

    Eu conheci Salomão
    Ainda na mocidade
    Um jovem cheio de sonhos
    Buscando a realidade
    Homem muito inteligente
    Na oratória eloqüente
    Conquistou esta cidade

    Um homem de muita fé
    Tinha a coragem por virtude
    Projetava e construía
    Por ter garra e atitude
    Fez o caps. Um dois e o três.
    Em Sousa Salomão fez
    Muitos postos de saúde

    Apoiava a juventude
    Foi um campeão de raça
    Ele ganhou o DAESA
    Deu água aos pobres de graça
    E eu peço a Deus do céu
    Que der a ele um troféu
    A medalha e uma taça











    Salomão homem de raça
    Com Aline sua esposa
    Trouxe o centro cultural
    Cultural e o SAMU para Sousa
    Era formado em direito
    Por ser o melhor prefeito
    Deixou seu nome na lousa

    Ele deixou quatro filhos
    Miriam Alice e Nafaete
    Mi rele e Maria Alice
    Um bom futuro promete
    Pode até nascer prefeito
    Não com coragem do seu jeito
    Com ele ninguém compete

    Irmã de Doca e de Jorge
    De Paulo e de Mar condão
    De Buega e de Renato
    Família de tradição
    Socorro à única irmã dele
    Sete irmãos oito com ele
    O casulo Salomão

    Foi filho de dona Miriam
    Seu pai era Zé Gadelha
    Guerreiro que defendia
    Nossa camisa vermelha
    No nordeste e no sertão
    Para doutor Salomão
    Não vai existir parelha

    Morreu Salomão Gadelha
    Com cinqüenta e teres de idade
    Quando vinha de João pessoa
    Pra Sousa nossa cidade
    Chegando próximo a Pombal
    Um acidente mortal
    Trouxe-lhe a fatalidade








    Em alta velocidade
    O carro dele bateu
    Em um carro do IBAMA
    A tragédia aconteceu
    No radio a triste surpresa
    Anunciando a tristeza
    Disse Salomão morreu

    O povo de Sousa atônito
    Sem querer acreditar
    Ninguém aceita ouvir
    A triste noticia no ar
    Depois da triste surpresa
    Que trouxe horrível tristeza
    Sousa começou chorar

    Começaram a lamentar
    Pretos pobres e ciganos
    Um homem sem preconceito
    Amavam os seres humanos
    Tinha sonho e projetava
    E a trás e realizava
    Sem abortar os seus planos

    Com certeza Sousa em peso
    Irar guardar na memória
    Do ex, prefeito Salomão.
    Seus feitos e sua historia
    Do nosso herói Salomão
    Morreu sendo campeão
    Sonhando com a vitória

    No dicionário dele
    Não havia pessimismo
    Tinha bravura e coragem
    Força fé e otimismo
    Desistir nunca dizia
    Ia avante e conseguia
    Com sua categoria

    A vinte nove de agosto
    De cinqüenta e sete nasceu
    A vinte e cinco de novembro
    De dois mil e dez morreu
    Um homem sem preconceito
    Salomão o melhor prefeito
    Que Sousa já conheceu



    Trouxe o festival do coco
    E o carnaval molhado
    Com festival do petróleo
    Morreu sonhando a cordado
    Era um homem muito ativo
    Talvez se tivesse vivo
    Tivesse realizado

    Hoje só resta a saudade
    Do prefeito Salomão
    O Brasil todo lamenta
    O nordeste e o sertão
    Chora família e amigos
    E até alguns inimigos
    Tinha-lhe admiração

    Em busca do bem de Sousa
    Morreu na ultima viagem
    Eu como um simples poeta
    Fiz esta humilde massagem
    Da cultura de cordel
    Como um eleitor fiel
    Faço-lhe a ultima homenagem


    Siga em frente Nafaete
    Mesmo estando de luto
    Seus pais eram doas arvores
    Você como filho é fruto
    Sousa em peso chorou
    O seu pai foi, mas, lhe deixou
    Pra ser seu subtituto

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